segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ EU TENHO SAUDADES


de tudo que marcou a minha vida...
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz,
quando me lembro do passado, eu sinto saudades...



SINTO SAUDADES
de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não
mais falei ou cruzei...


SINTO SAUDADES
da minha infância,
do meu primeiro amor,
do meu segundo,
do terceiro,
do penúltimo
e daqueles que ainda vou vir a ter,
se Deus quiser...


SINTO SAUDADES
do presente, que não aproveitei de todo,
lembrando do passado e apostando no futuro...


SINTO SAUDADES
do futuro, que se idealizado,
provavelmente não será do jeito
que eu penso que vai ser...


SINTO SAUDADES
de quem me deixou
e de quem eu deixei,


de quem disse que viria e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter
a oportunidade de conhecer.
SINTO SAUDADES dos que se foram
e de quem não me despedi direito;
daqueles que não tiveram como me dizer adeus;
de gente que passou
na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre;
de coisas que eu tive
e de outras que não tive mas quis muito ter;
de coisas que nem sei que existiram
mas que se soubesse,
de certo gostaria de experimentar;
SINTO SAUDADES
de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos,
de experiências...


SINTO SAUDADES
do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava totalmente,
como só os cães são capazes de fazer,
dos livros que li e que me fizeram viajar,
dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade;
Quantas vezes tenho vontade de encontrar
não sei o que,
não sei aonde,
para resgatar alguma coisa
que nem sei o que é e nem onde perdi...


Vejo o mundo girando e penso que
poderia estar sentindo SAUDADES em
japonês, em russo, em italiano, em inglês,
mas que minha saudade,

por eu ter nascido brasileiro,
só fala português embora, lá no fundo,
possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre
a língua pátria, espontaneamente,
quando estamos desesperados,
para contar dinheiro, fazer amor
e clarear sentimentos fortes,
seja lá em que lugar do mundo estejamos.


Eu acredito que um simples "I Miss You",
ou seja lá como possamos traduzir SAUDADE
em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado
da nossa palavrinha.
Talvez não exprima, corretamente, a imensa falta
que sentimos de coisas ou pessoas queridas.


E é por isso que eu tenho mais SAUDADES...
Porque encontrei uma palavra para usar
todas as vezes em que sinto este
aperto no peito, meio nostálgico,
meio gostoso, mas que funciona melhor
do que um sinal vital quando se quer falar
de vida e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis,
de que amamos muito
do que tivemos e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...



SENTIR SAUDADES, é sinal de que se está vivo
e a vida, mesmo com tantas saudades,
depois dos amigos,
é o bem maior que possuímos ! Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Eu só queria descobrir onde foi que EU fiquei pra trás...
Cadê EU, que procuro por toda parte e só encontro recordações felizes onde o EU de hoje nem imagina mais como são.
Fotografias sorridentes do passado, mostrando o sorriso verdadeiro em  meu rosto e aquele delicioso brilho no olhar. Foi muito bom não deixar de ser criança naquela época mais linda da minha vida (falo como uma velha apesar de ter apenas 25 anos). Agora que cresci vejo tudo cinzento em minha vida. O sorriso virou comercial, a alegria não sei onde ela se meteu, a disposição ficou pra trás e EU?? CADÊ???? Volto a procurar em toda parte, talvez EU esteja escondida com os amigos que juraram amizade eterna mas que ao passar ao meu lado na rua fazem que nem me notam. Ou com os amigos que foram embora, ou com os que ficaram mas como eu, se dedicam tanto ao trabalho e ao companheiro ou companheira que se esquecem de procurar velhos e "eternos" amigos.
Se você souber onde está pelo menos um pouquinho de MIM, me avise, vou  correndo buscar, anseio por isso há muito tempo. Sem ME encontrar estou morrendo um poco a cada dia.

domingo, 11 de julho de 2010

E quando a PAIXÃO acaba?

Alguma vez vc já se fez essa pergunta?

Bem, algumas pessoas acredito que já tenham passado por isso, algumas não, creio eu que muitas.
No começo do namoro é tudo lindo! Flores, bombons, menssagen no celular o dia todo, menssagens no orkut, ligações de madrugada só pra dizer que se ama, mãos dadas, cinema... Não se vê a hora de chegar final de semana pra passar juntinhos o dia todo, pra cochilar de conchinha, pra dar muita risada e colocar o assunto da semana em dia, pra ver filmes de romance, pra conhecer o outro. Cafuné, carinho, palavras doces, romantiismo não faltam, é um mel só!
Mas quanto mais o tempo vai passando mais raros vão ficando estes momentos de alegria. Tudo vai ficando no "automático".
Final de semana + pagamento = barzinho no sábado anoite
Final de semana - pagamento = cozinhar em casa e ver novela, zorra total e qualquer tontice que aparecer na tv.

Sem contar que sempre um dos dois está quebrado e dorme no meio do filme.

Mas ainda há amor!

Pode ter acabado a paixão, aquele fogo, aquela loucura, mas o amor permanece lindo (só não sei até quando).

quinta-feira, 8 de julho de 2010


Este texto eu já conhecia, mas tem coisas que a gente conhece, esquece e logo quando a gente bem que precisa, estas pérolas lindas aparecem em nossas vidas novamente. Pode ser que a interpretação seja a mesma de anos atrás, mas pode ser como o livro "O pequeno príncipe" que todas as vezes que a gente o lê, acaba interpretando-o de um jeito. (pra mim tem vez que acho que o carneiro fugiu e comeu a rosa... outras vezes imagino que a redoma de vidro seja forte o suficiente para proteger a rosa)

A vida da gente é assim, como a água que corre um rio, onde uma vez passando por determinado lugar, nunca mais será a mesma... SERÁ? Não, não será a mesma...jamais. Sempre há algum detalhe mudado em nós.

O texto que eu ia postar no inicio do post???
é este:

- MUITO é quando os dedos da mão não são suficientes.
- POUCO é menos da metade.
- AINDA é quando a vontade está no meio do caminho.
- LÁGRIMA é um sumo que sai dos olhos, quando se espreme o coração.
- AMIZADE é quando você não faz questão de você e se empresta para os outros.
- VERGONHA é um pano preto que você quer para se cobrir naquela hora.
- SOLIDÃO é uma ilha com saudade de barco.
- ABANDONO é quando o barco parte e você fica.
- SAUDADE é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
-LEMBRANÇA é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo
- AUSÊNCIA é uma falta que fica ali presente.
- TRISTEZA é uma mão gigante que aperta seu coração.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Renascendo um blog

Faz algum tempinho que não dou as caras por aqui(nossa quase um ano). Andei sem tempo e confesso sem coragem de escrever um pouquinho sobre mim. Agora que as aulas deram uma pausinha vou ver o que sou capaz de fazer com este blog.
Preciso de ajuda para continuar firme e forte em algumas coisinhas que logo conto por aqui. Por enquanto uma flor e um poeminha do grande mestre.
Tenha um restinho de semana lindo!




"Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...



Não precisamos da paixão desmedida...


Não queremos beijo na boca...


E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...






Há certas horas, que só queremos a mão no ombro , o abraço apertado ou mesmo o


estar ali, quietinho, ao lado...


Sem nada dizer...






Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma


presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...






Alguém que ria de nossas piadas sem graça...


Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...


Que nos teça elogios sem fim...


E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade


inquestionável...






Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...


Alguém que nos possa dizer:






Acho que você está errado, mas estou do seu lado...






Ou alguém que apenas diga :






Sou seu amor! E estou Aqui ! "

 William Shakespeare