Quando o sorriso não for suficiente
Quando os olhos não passam mais a mensagem
Quando a boca não diz todas as palavras
Quando o calor do corpo for pouco para aquecer
Até mesmo quando o sabor do beijo não passar todo aquele prazer
Deixa o silêncio responder por todos nós…
Deixa o vazio no ambiente ser o Senhor do tempo...

(PA - PJ)
Dá uma saudade danada quando começo a me lembrar de tudo o que já fiz, amigos que convivi, lugares onde andei. Conquistas, derrotas, ideais e idéias que jamais foram levados a sério.
Pessoas que se foram para longe. Gente que viajou para junto do Pai.
Lembro-me intensamente de uma árvore que fora plantada pela turma, em uma manhã fresca na praça de minha adolescência. Éra a árvore dos sentimentos, pois cada um escreveu e plantou junto com a árvore o seu maior sentimento. E a reflexão do dia seria sobre a SAUDADE.
"Vocês um dia sentirão saudades de hoje..." dizia o Éder.
E lá se foram tantos anos...
E lá se foram tantos sonhos
Pra onde foram as pessoas?
Casaram-se, mudaram de cidade, de Estado...de País.
Fugiram (como eu e como você) de lembranças que apertam o peito e dá nó na garganta.
Inventaram uma vida mais feliz, mas o que é felicidade?
Me pego a pensar que talvez fosse feliz e não sabia como diz o sábio dito popular. Me culpo por não ter dado importância para as cantorias na escada da velha igreja, por não ter ficado mais tempo na rua jogando conversa fora, por ter tido preguiça de ir jogar volei na pracinha diversas vezes, por não ter ido à sorveteria, por ter sido sempre tão atrasada com os horários, por não ter tido coragem de querer cantar quando sempre o quis, por ter brincado de roda tão pouco com aquelas pessoas que acredito que nunca mais terei outra chance. Talvez fosse melhor que nossas reuniões demorassem mais do que já demoravam, que nossos churrascos saíssem do papel por mais vezes, que nossas viagens fossem sempre e que o olhar fosse uma câmera a registrar de tudo.
Mas hoje, essa velha máquina do tempo, rude e feroz, me leva a uma realidade inesplicável: rostos que não se veêm, olhares que não mais se olham nos olhos, pessoas que inacreditávelmente esquecemos do nome... como pode???
Será que sou a única piegas da turma? a Única saudosista...
Não sei, só sei que hoje é isso que me aperta o peito...
o tempo
o vento
tudo...